Réplica do ‘Walking Xylophone’: Um Estudo Construtivo

Walking Xylophone: reproduzido de material publicitário do fabricante

 

O que vem a ser o protótipo em estudo? Um Xilofone Pentatônico com as barras fixas, para ser tocado em caminhada, seguro pela mão. (*)

 

Walking Xylophone: reproduzido de material publicitário do fabricante

 

Custaria hoje entre R$ 763,00 e R$ 795,00 (não incluídas taxas de importação) adquirir um exemplar desse instrumento.
Então, resolvi construir um para verificar como funciona.

Primeiros testes com a réplica do Walking Xylophone realizada pelo Ateliê Construindo o Som: muito trabalho a ser feito, visando à correção dos desvios construtivos, o aperfeiçoamento da réplica e as melhorias acústicas.

 

Depois de pronto, voltei ao ponto de partida para constatar desvios construtivos resultantes do entusiasmo e da ansiedade natural próprios a esse tipo de experimento. Creio que em uma nova tentativa, poderei obter um instrumento mais leve, possivelmente com maior definição sonora e menor nível de ruído.

Walking Xylophone: réplica construída por Roberto Luis Castro – Ateliê Construindo o Som

 

Não considero uma atitude ética praticar a comercialização formal desse objeto, cujos direitos e patentes pertencem à Sonor, – tradicional fabricante de instrumentos de percussão com base na Alemanha. Mas, em forma de pesquisa e experimentação, seria válido perseguir o aperfeiçoamento do projeto. Afinal, o valor inicial do instrumento em dólares se aproxima do preço médio de um xilofone ‘Orff’, (de fabricação nacional) um instrumento com maior extensão e, portanto, mais recursos. O atrativo desse xilofone, porém, reside na sua forma e nas possibilidades que a disposição das barras proporciona.

Walking Xylophone: réplica construída por Roberto Luis Castro – Ateliê Construindo o Som

 

Pessoalmente, não fiquei muito impressionado com a proposta de tocar com uma única mão, segurando pelo outro braço. É um conceito que pode se tornar uma limitação. Mas o fato de ele não ter muita pretensão foi uma das motivações para me interessar em reproduzir. Gosto de instrumentos simples, elementares, que permitam partir da simplicidade para chegar a um nível de complexidade através da sua exploração. Aí reside a descoberta e a inventividade.

Walking Xylophone: réplica construída por Roberto Luis Castro – Ateliê Construindo o Som

 

Fontes consultadas:

https://www.thomann.de/gb/sonor_lwx_1_walking_xylophon.htm

http://www.westmusic.com/p/sonor-primary-lwx-1-soprano-xylophone-201729

http://www.lonestarpercussion.com/Practice-Classroom/Elementary-Diatonic-Xylophones/Sonor-Orff-LWX-1-Rosewood-Pentatonic-Hand-Held-Xylophone-Walking-Xylophone.html

(*) Sonor Primary LWX 1 Soprano Xylophone
Sonor Orff Rosewood Pentatonic Hand Held Xylophone- Walking Xylophone

Descrição:
Sonor Walking Xilophone (gama soprano) possui seis barras de madeira em afinação pentatônica, fixadas em uma câmara de ressonância. As barras não são marcadas com os nomes das notas, tornando este instrumento perfeito para a improvisação – não há notas “certas” ou “erradas” para tocar. O nome vem da possibilidade de segurar o instrumento pela cinta existente na parte inferior da caixa de ressonância  (descansando a extremidade oposta contra a parte superior do braço) e tocar o instrumento enquanto caminha. Este xilofone também tem pés de borracha na parte inferior, para uso em um tampo de mesa ou bandeja de cadeira de rodas. Um ótimo instrumento para uso em terapia musical: o terapeuta e o cliente podem usar extremidades opostas do xilofone, de modo que cada um tenha 3 barras para tocar. (Tradução livre pelo autor)

Roberto Luis Castro:
39 Anos Construindo o Som

 

Os instrumentos musicais integram as culturas existentes em diferentes regiões e são encontrados em todo o mundo, numa variedade e diversificação difíceis de catalogar. Por trás desses instrumentos existe sempre um artesão, um “luthier”, um construtor, um homem ou mulher que se dedica a essa “especialidade” do fazer humano.

Excetuando-se os escassos cursos de Lutheria existentes, (instrumentos de cordas) o aprendizado da construção de instrumentos se dá através da transmissão direta da experiência de quem desenvolveu essa arte, ou dos processos de erro e acerto, pesquisa, observação, para os quais alguma habilidade e a predisposição são extremamente necessárias como pré-requisitos.

A Lutheria (ou Luthieria) envolve técnicas e processos específicos na produção de instrumentos musicais cordofones, tais como alaúdes (luth), violinos, violoncelos, violas, violões, guitarras acústicas e elétricas, etc.
Nessa área, o conhecimento foi sistematizado ao longo de séculos e em diversos países, em uma organologia e uma literatura consistentes, que servem de referência para o trabalho e estudo. Alguma margem para a inventividade existe, mas prevalece a tradição, dentro dos critérios daquilo que “funciona”, pois já foi testado e aperfeiçoado por mestres, instrumentistas, compositores.

Em outras especialidades construtivas, tais como a área de aerofones (instrumentos de sopro) e a dos diversos instrumentos de percussão (idiofones, membranofones, etc.) o quadro não é o mesmo.

A minha experiência pessoal se baseia na observação direta, tendo convivido desde a idade adolescente com instrumentos musicais e com pessoas que a eles se dedicam, quer na execução, quer na construção ou reparo, atividades que exerceram forte influência na minha formação, despertando em mim um grande interesse, além de tocar, produzir sons, compor e escutar música.
Ao longo de muitos anos vividos no ambiente de escolas de música, orquestras, conjuntos instrumentais e interagindo com músicos e com educadores, direcionei meu foco para a atividade de confecção de instrumentos e onde visualizei maior demanda foi precisamente na área da musicalização, o que me conduziu a uma outra vertente, que não a dos “luthier” ou a dos construtores menos ortodoxos, (um caminho aliás atraente, mas de difícil assimilação pela maior parte das pessoas).
Preferi seguir a solicitação que efetivamente percebi como necessidade dos profissionais de educação musical, que era a produção de instrumentos sonoros voltados para o campo pedagógico. Estava eu mesmo envolvido em projetos de arte e educação, cujos sujeitos da aprendizagem, crianças e jovens de comunidades de periferia, constituíam o outro extremo dessa demanda educacional.

Foram muitos catálogos consultados, instrumentos tomados como modelo, interações com profissionais de música e de outras áreas (artesãos, escultores, serralheiros, marceneiros, tanoeiros) tudo isso muito antes do surgimento da Internet, que viria a se constituir minha maior referência.
Tanto a pesquisa, quanto a difusão dos resultados do trabalho (meus produtos, incluindo os instrumentos feitos a partir do reuso de materiais) valem-se da veiculação via rede mundial, incluindo sites, blogs e as próprias mídias sociais (veja links ao final).
Por exemplo: a comercialização dos itens não é feita em lojas, mas na forma de e-commerce, usando o domínio da própria marca (Construindo o Som).

Pessoalmente, sempre defino a minha produção como instrumentos sonoros de média qualidade, com as seguintes características: sonoridade e afinação apuradas; ausência de farpas, cantos vivos, pregos e outros elementos que comprometam o manuseio seguro; acabamento mais próximo possível do natural, valorizando a cor e a textura próprias da madeira e outros materiais; preocupação com a preservação do aparelho auditivo no uso dos instrumentos; ludicidade do objeto, aproximando-se ao máximo do conceito do “brinquedo sonoro”.

Ateliê Construindo o Som
Espaço de Formação Musical – Materiais Sonoros para Musicoterapia e Educação Musical
Roberto Luis Castro

Alguns links:
http://www.construindoosom.com.br/
http://www.loja.construindoosom.com.br/
http://www.construindoosom.org/
http://culturadigital.br/construindoosom/
https://www.facebook.com/atelieconstruindoosom/

Xylo-Tong®

Adotado com frequência nas Metodologias Orff, Suzuki, nos programas de Educação Musical para crianças da Kindermusik International, nas Pedagogias Waldorf (Antroposofia) e Montessori, assim como em Musicoterapia, o objeto sonoro de que tratamos nesse artigo possui nomenclatura variada e origem incerta. Não obstante, revela-se como um exótico instrumento musical, de características únicas e de uma riqueza sonora e simbólica, o que lhe confere um lugar especial no rol dos materiais sonoros através do mundo, mais particularmente na Europa e na América do Norte.
(Eu quase resisto à tentação de sugerir que esse objeto sonoro tenha sido inicialmente construído a partir da divisão de um único gomo de bambu, no qual teriam sido recortadas as linguetas).

BREVE HISTÓRICO
No Brasil, teve o que consideramos a sua primeira provável introdução no mercado de instrumentos de percussão por volta de 2001/2002, quando passou a fazer parte da listagem de produtos do Ateliê Construindo o Som. Batizei com o nome “XILINDRÓ”, por ser uma palavra de grande sonoridade, fazer referências ao xilofone, ao cilindro e por ser o seu princípio sonoro a ação do elemento percutor no interior do objeto. No Brasil, “xilindró” é uma expressão popularizada para “cadeia”, “prisão”, “xadrez”.
Esse objeto foi produzido e comercializado por mim entre 2001 e 2006. Quando interrompi a produção, em função de outros projetos construtivos, ele já estava consolidado como instrumento percussivo de efeito, ao mesmo tempo um excelente brinquedo sonoro, já que os lojistas gostaram muito da ideia, passando a solicitar aos artesãos a produção de cópias daquele meu modelo. Natural. Houve também uma diversificação do protótipo e atualmente há diferentes versões, até bastante difundidas.
Dez anos depois, estou retornando à sua produção, a partir da realização de uma extensa pesquisa, que me revelou uma série de outras possibilidades.

xilindró

“Xilindró”. Ateliê Construindo o Som. Versão de 2002.

NOMENCLATURA

Apesar do nome “Xilindró” ter se fixado definitivamente ao objeto, depois que o apresentei ao mercado lojista (lojas de instrumentos musicais de São Paulo, por volta de 2002), eu não poderia seguir considerando adequado seu uso, já que outras utilizações da palavra surgiram para denominar trabalhos artísticos sem nenhum vínculo com a percussão ou a música. Além disso, esse nome não possui nenhum elemento que sirva para descrever o veículo sonoro ou caracterizar suas propriedades acústicas.

A seguir, apresento um levantamento dos nomes que encontrei para o instrumento em diversos idiomas, ressaltando não existir ainda um registro oficial do mesmo em dicionários ou enciclopédias de música:

Inglês:
melody pot, multi toned wood block, octagon, octoblock, round xylophone, stir drum, stirring drum, stir xylophone, stirring xylophone, tank plank, wood tone block, wooden-sound-tube.
Alemão:
rühr trommel, rührtrommel.
Francês:
tambour à tourner, tambour d’agitation, remuer (le) tambour, xylophone-circulaire.

De todos esses nomes, Octoblock (bastante utilizado na França) que faz referência aos oito “blocos”, ou linguetas, tiras de madeira e Octagon, – associado ao formato geométrico da base do instrumento (octogonal), são denominações mais aproximadas e mais específicas, já que talvez não possamos considerar o instrumento nem como um tambor (drum), nem exatamente um xilofone (xylophone), sendo que a maior parte delas se referem à forma de produzir o som: agitar, mexer, em movimento circular. No entanto, ele pode ter outros formatos, constituindo-se de três, quatro, seis, doze e até dezesseis linguetas, o que já não se restringe à utilização do octógono.

Embora se possa pensar que, possuindo oito lâminas, a extensão do instrumento abrangeria as sete notas da escala diatônica, incluindo a oitava, esse raciocínio em princípio não se aplica, já que o esse objeto sonoro não possui tons musicais perfeitamente definidos.

Triângulo

Quadrado

Hexágono

Dodecágono

Hexadecágono

Dessa forma, concluímos que havia a necessidade de estabelecer um nome em português, que fosse mais abrangente, mais específico e que não levasse a outras interpretações. Unimos dois sufixos: ‘xylon’ (do grego, que significa madeira) e ‘tong’ (abreviação de ‘tongue‘, do inglês, que significa “língua”). Dessa forma, estamos descrevendo um idiofone feito inteiramente de madeira, nos seus dois elementos básicos (corpo/linguetas) e percutor (esfera/baqueta/colher).

Xylo-Tong® passa a ser a denominação dos instrumentos dessa natureza produzidos por mim. Daqui para a frente, vou me referir a esse instrumento, sempre usando esse nome.
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DESIGN, CARACTERÍSTICAS FÍSICO/ACÚSTICAS

O som do instrumento é geralmente descrito como sugerindo um “borbulhar”, na execução em ‘glissando’, ou “ligado”, podendo produzir sons no sentido ascendente ou descendente. A velocidade do giro, no ‘glissando’, determina a diferença do som destacado para o ligado, produzindo um efeito sonoro bastante interessante. Essa forma de execução pode ser utilizando a baqueta, ou a colher de madeira, mas também girando o próprio objeto, na versão provida de um punho, com a esfera de madeira presa por um fio de nylon, ou outro material, na parte interior das linguetas.
Amostra de Áudio: (Clique para abrir o áudio em uma nova aba)
http://tangrammontessori.clicboutic.com/img/cms/tambour%20bois.mp3

Permite também a execução em ‘staccato’, percutindo interna ou externamente as linguetas, num efeito muito aproximado ao som do xilofone.
O instrumento não produz, geralmente, tons musicais muito definidos e, isso pelo fato das linguetas serem presas na extremidade, ao invés dos pontos nodais de vibração. Sua sonoridade é curta, a menos que se utilizem processos construtivos mais complexos – o que é muito raro, ou ainda madeiras especiais, como as espécies de Jacarandá. (Veja os vídeos 01, 02 e 03, ao final do artigo).

Outras versões, não frequentes, do instrumento podem apresentar as linguetas fixas pelos pontos nodais, e até mesmo mecanismos giratórios mecânicos. É importante observar que essa resposta sonora depende diretamente da qualidade acústica das madeiras empregadas, sendo as madeiras de lei as mais indicadas. Alguns construtores produzem um instrumento com uma qualidade sonora excepcional. Porém, geralmente se dá prioridade a madeiras leves, de reflorestamento, para sua fabricação, visando o uso infantil do objeto.

FORMAS CONSTRUTIVAS E SIMBOLOGIAS

A mim, esse instrumento sugere em sua forma uma relação com o corpo humano, considerando: punho, palma e dedos da mão.


Outro simbolismo interessante é a associação feita ao ato de girar a colher no interior do pote ou cilindro, que pode ser comparado ao gesto de mexer uma panela, sendo muito explorado no uso lúdico no trabalho com crianças pequenas, a partir de três anos de idade. O uso da baqueta em forma de colher foi observado entre os materiais pedagógicos da Kindermusik e em alguns sites de vendas, como o da West Music.

– Modelo Convencional (tocado na palma da mão ou no chão).
– Modelo com punho, girando ou percutindo com a baqueta ou colher.

Foto gentilmente cedida por
Musicalização Infantil Janine Ambrósio – Juiz de Fora/MG

A configuração do instrumento com punho e a esfera suspensa por um fio de nylon ou cordão, nos remeteria ainda à ideia de um sino, ou sineta, neste caso, de madeira. (Veja imagem mais adiante).

Num processo pedagógico, é destacada a relação e a colaboração estreita entre mãos e ouvidos, muito importante, porém alertando-se para o cuidado com a possibilidade de exposição a riscos de danos de audição, ao abusar da utilização do instrumento muito próximo ao ouvido.

Algumas metodologias pedagógicas adotam a montagem do instrumento pelas próprias crianças, para o que existem ‘kits’ construtivos com as peças soltas, para serem coladas. Nesse caso, a idade mínima recomenda é a partir de seis anos.

O movimento giratório combinado à sonoridade produzida, é muitas vezes associado à passagem do tempo (relógio circular).

ELEMENTOS CONSTITUINTES– Base (alguns modelos podem possuir um orifício na base, para tornar mais fácil às crianças segurar o instrumento)– Linguetas fixas à base pela sua extremidade (cola, tarugos, pregos ou parafusos auxiliam à fixação)
– Esfera de madeira solta (ou suspensa no interior do instrumento)

 

(Pode ser usada ainda uma berlinde (bola de gude), feita de vidro maciço, pedra ou metal).


– Baqueta com esfera e haste de madeira (ou inteiramente torneada em madeira)
– Colher de madeira em forma de concha

Esses elementos podem ser utilizados em configurações independentes, mas devemos considerar duas partes essenciais: o corpo (base/linguetas fixas) e o percutor (esfera, baqueta ou colher).

DIFERENTES TAMANHOS

Famílias (Naipes): Mini, Pequeno, Médio e Grande


LOCAIS DE ORIGEM (PRODUÇÃO)
Ásia, Europa, América do Norte.
Países: Índia, China, Alemanha, França, Suécia, EUA.

AGRADECIMENTOS

Foto gentilmente cedida por
Escola de Música Villa-Lobos – Juazeiro/BA

Na foto acima, vemos o pequeno Gabriel, com o “xilindró” do Ateliê Construindo o Som, observado de perto por sua mamãe, na aula da turma de musicalização com Bebês na Escola de Música Villa-Lobos – Juazeiro, BA. (Nesse dia estava sendo feita uma matéria para a TV). A educadora Arlinda Torres adquiriu esse instrumento comigo há mais de quinze anos. Notei que ele está bem conservado, apesar do tempo.

Foto gentilmente cedida por
Escola de Música Villa-Lobos – Juazeiro/BA

Bom constatar que a minha preocupação em realizar um trabalho meticuloso, tendo em vista os parâmetros de qualidade e durabilidade, encontra ressonância na atitude carinhosa e cuidadosa dos educadores com os materiais sonoros adquiridos para as escolas.
Aproveito para agradecer a todos(as) que tem apoiado o trabalho do Ateliê ao longo dos anos, porque são, além de clientes, amigos(as), parceiros(as).


Foto gentilmente cedida por
Violúdico Artes e Entretenimento – Niterói/RJ

 


Foto gentilmente cedida por
Jacqueline Vaz – Salvador/BA

 

VÍDEOS
VÍDEO 01: 04 Tons [tonginstruments] Enviado em 19 de mai de 2009

VÍDEO 02: 06 Tons [tonginstruments] Publicado em 12 de out de 2015

VÍDEO 03: 08 Tons-Jacarandá [Gurdymaker] Publicado em 14 de out de 2012

PLAYLIST

[XYLO-TONG ATELIÊ CONSTRUINDO O SOM / DIVERSOS]

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FONTES DE PESQUISA
– Imagens e vídeos consultados da Internet, em mídias sociais, sites e catálogos diversos de instrumentos musicais.

– Fotos e vídeos produzidos pelo autor.